O princípio
A variante parte de uma ideia simples: para formar opinião sobre um acontecimento público, a pessoa não deveria precisar escolher em quem confiar antes de saber o que houve. Cada página reúne o dado público sobre um fato e a cobertura de diferentes veículos, e mostra onde elas concordam e onde divergem.
De onde vêm os dados
Priorizamos fontes primárias, oficiais e jornalísticas que permitam reconstruir e verificar um acontecimento:
- Institucionais: Câmara dos Deputados, Senado Federal, TSE, STF, Presidência, diários oficiais, Portal da Transparência, TCU e CGU.
- Jornalísticas: veículos de alcance e linhas editoriais diferentes, escolhidos por relevância, histórico e viabilidade técnica de acesso.
- Complementares: discursos, transcrições, documentos públicos e estudos, quando ajudam a esclarecer o fato.
Cada registro guarda a origem, a data de coleta e a versão disponível naquele momento, e o sistema distingue fonte primária de fonte jornalística.
Como coletamos
A coleta usa APIs oficiais, dados abertos e feeds, conforme o que cada fonte permite. As notícias são checadas de hora em hora; os dados institucionais seguem o ritmo das APIs; o acervo histórico entra por pipelines de backfill que não reprocessam tudo a cada atualização.
Quando o armazenamento integral de um conteúdo de terceiros não é permitido, guardamos apenas metadados, trechos permitidos e a referência para a origem, onde o texto completo continua disponível.
Como agrupamos matérias em um acontecimento
Um acontecimento é a unidade de organização da variante. Diferentes matérias sobre o mesmo fato são agrupadas por similaridade de conteúdo, não por coincidência exata de palavras: cada veículo descreve o mesmo evento de um jeito, então a comparação literal entre textos quase sempre dá vazio.
Uma matéria da fonte A e uma da fonte B sobre o mesmo evento continuam sendo documentos distintos. O sistema separa documento duplicado de documentos diferentes sobre o mesmo acontecimento.
Como calculamos a confiança
O selo de confiança de uma página resume quão apoiada a reconstrução está. Ele considera:
- o número de fontes distintas sobre o acontecimento;
- quantos grupos de veículos independentes entre si cobriram o fato;
- o número de matérias analisadas;
- a presença de fontes primárias.
Confiança baixa não quer dizer que o fato é falso. Quer dizer que há menos cobertura independente para cruzar, e a página deixa isso explícito.
Como medimos a divergência
Para cada matéria, observamos dimensões que dá para comparar sem rotular o veículo:
- o tom (crítico, neutro ou favorável);
- o enquadramento (econômico, institucional, jurídico, federativo e outros);
- o personagem central da narrativa;
- as fontes ouvidas;
- os fatos destacados e os fatos omitidos.
A divergência da página é a medida de quanto essas escolhas variam entre os veículos. Alta divergência costuma ser o ponto mais interessante de um acontecimento, não um defeito.
A leitura da cobertura, veículo a veículo
A seção "como cada veículo cobriu" mostra, para cada matéria, o que ela escolheu destacar e o que deixou de fora em relação às outras. A lacuna de cobertura é calculada comparando pessoas, instituições, temas e fatos que aparecem em umas matérias e não em outras.
O objetivo não é dizer quem está certo, e sim tornar visível o recorte de cada um.
A IA de investigação
Na camada de assinatura, a IA recebe a pergunta, monta um plano e consulta o acervo com ferramentas tipadas, cada uma com um contrato explícito de quando usar e o que retorna. Ela cruza as evidências, verifica o resultado e responde com as fontes que sustentam cada afirmação.
- Contas e cálculos vêm do banco de dados, não da estimativa do modelo.
- A verificação é proporcional ao risco da pergunta, e prioriza fontes primárias e documentos originais.
- Quando fontes confiáveis divergem, a resposta preserva a divergência em vez de escolher uma versão.
- A internet só entra quando a resposta depende de algo que ainda não está no acervo, e a origem externa é sempre identificada.
O que a variante não faz
- Não emite veredito nem diz ao usuário o que pensar.
- Não classifica um veículo como "de esquerda" ou "de direita" em uma linha.
- Não substitui a leitura das fontes originais nem presta aconselhamento jurídico, financeiro ou eleitoral.
- Não trata ausência de evidência como prova de que algo não aconteceu.
Correções e versionamento
O dado bruto original nunca é sobrescrito. Quando uma fonte corrige um registro, guardamos a nova versão e a camada usada pela plataforma passa a apontar para ela, com o histórico preservado para auditoria.
Cada página mostra a data da última atualização. Para pedir uma correção, veja a página de transparência ou escreva para contato@variante.com.br.