variante.

Institucional

Metodologia

Como uma página da variante é construída, do dado bruto à conclusão com fontes.

Última atualização: 28 de agosto de 2026

Resumo rápido

  • Priorizamos fontes primárias e oficiais, e acompanhamos veículos de linhas editoriais diferentes.
  • Cada acontecimento reúne várias matérias sobre o mesmo fato, agrupadas por similaridade de conteúdo.
  • A confiança de uma página vem do número de fontes, de grupos de veículos independentes e de matérias.
  • A IA responde com um plano, verifica o resultado e mostra as fontes. Contas saem do banco, não do modelo.
  • A variante não emite veredito nem classifica um veículo em uma linha.

O princípio

A variante parte de uma ideia simples: para formar opinião sobre um acontecimento público, a pessoa não deveria precisar escolher em quem confiar antes de saber o que houve. Cada página reúne o dado público sobre um fato e a cobertura de diferentes veículos, e mostra onde elas concordam e onde divergem.

De onde vêm os dados

Priorizamos fontes primárias, oficiais e jornalísticas que permitam reconstruir e verificar um acontecimento:

  • Institucionais: Câmara dos Deputados, Senado Federal, TSE, STF, Presidência, diários oficiais, Portal da Transparência, TCU e CGU.
  • Jornalísticas: veículos de alcance e linhas editoriais diferentes, escolhidos por relevância, histórico e viabilidade técnica de acesso.
  • Complementares: discursos, transcrições, documentos públicos e estudos, quando ajudam a esclarecer o fato.

Cada registro guarda a origem, a data de coleta e a versão disponível naquele momento, e o sistema distingue fonte primária de fonte jornalística.

Como coletamos

A coleta usa APIs oficiais, dados abertos e feeds, conforme o que cada fonte permite. As notícias são checadas de hora em hora; os dados institucionais seguem o ritmo das APIs; o acervo histórico entra por pipelines de backfill que não reprocessam tudo a cada atualização.

Quando o armazenamento integral de um conteúdo de terceiros não é permitido, guardamos apenas metadados, trechos permitidos e a referência para a origem, onde o texto completo continua disponível.

Como agrupamos matérias em um acontecimento

Um acontecimento é a unidade de organização da variante. Diferentes matérias sobre o mesmo fato são agrupadas por similaridade de conteúdo, não por coincidência exata de palavras: cada veículo descreve o mesmo evento de um jeito, então a comparação literal entre textos quase sempre dá vazio.

Uma matéria da fonte A e uma da fonte B sobre o mesmo evento continuam sendo documentos distintos. O sistema separa documento duplicado de documentos diferentes sobre o mesmo acontecimento.

Como calculamos a confiança

O selo de confiança de uma página resume quão apoiada a reconstrução está. Ele considera:

  • o número de fontes distintas sobre o acontecimento;
  • quantos grupos de veículos independentes entre si cobriram o fato;
  • o número de matérias analisadas;
  • a presença de fontes primárias.

Confiança baixa não quer dizer que o fato é falso. Quer dizer que há menos cobertura independente para cruzar, e a página deixa isso explícito.

Como medimos a divergência

Para cada matéria, observamos dimensões que dá para comparar sem rotular o veículo:

  • o tom (crítico, neutro ou favorável);
  • o enquadramento (econômico, institucional, jurídico, federativo e outros);
  • o personagem central da narrativa;
  • as fontes ouvidas;
  • os fatos destacados e os fatos omitidos.

A divergência da página é a medida de quanto essas escolhas variam entre os veículos. Alta divergência costuma ser o ponto mais interessante de um acontecimento, não um defeito.

A leitura da cobertura, veículo a veículo

A seção "como cada veículo cobriu" mostra, para cada matéria, o que ela escolheu destacar e o que deixou de fora em relação às outras. A lacuna de cobertura é calculada comparando pessoas, instituições, temas e fatos que aparecem em umas matérias e não em outras.

O objetivo não é dizer quem está certo, e sim tornar visível o recorte de cada um.

A IA de investigação

Na camada de assinatura, a IA recebe a pergunta, monta um plano e consulta o acervo com ferramentas tipadas, cada uma com um contrato explícito de quando usar e o que retorna. Ela cruza as evidências, verifica o resultado e responde com as fontes que sustentam cada afirmação.

  • Contas e cálculos vêm do banco de dados, não da estimativa do modelo.
  • A verificação é proporcional ao risco da pergunta, e prioriza fontes primárias e documentos originais.
  • Quando fontes confiáveis divergem, a resposta preserva a divergência em vez de escolher uma versão.
  • A internet só entra quando a resposta depende de algo que ainda não está no acervo, e a origem externa é sempre identificada.

O que a variante não faz

  • Não emite veredito nem diz ao usuário o que pensar.
  • Não classifica um veículo como "de esquerda" ou "de direita" em uma linha.
  • Não substitui a leitura das fontes originais nem presta aconselhamento jurídico, financeiro ou eleitoral.
  • Não trata ausência de evidência como prova de que algo não aconteceu.

Correções e versionamento

O dado bruto original nunca é sobrescrito. Quando uma fonte corrige um registro, guardamos a nova versão e a camada usada pela plataforma passa a apontar para ela, com o histórico preservado para auditoria.

Cada página mostra a data da última atualização. Para pedir uma correção, veja a página de transparência ou escreva para contato@variante.com.br.